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Uma perspectiva sobre a Pandemia

Olá, eu sou Glaucia Paiva do Instituto Conexão Sistêmica.


Como enxergo a vida em fatos que se repetem, em estruturas arquetípicas, nesse momento de crise segui o mesmo raciocínio.


Durante os relatos na TV sobre o caminho do vírus, lembrei da Peste Negra, que se iniciou na China, passando por Veneza e depois para toda a Europa. E, mais uma vez, a história se repete, com a diferença de que logo teremos uma vacina.


Primeiramente, o Papa da época, para não colocar a fé católica em questão, responsabilizou os Judeus pelo vírus e eles se tornaram os bodes expiatórios. Como isso não resolveu, ele responsabilizou as mulheres bruxas e elas foram igualmente castigadas.


Vamos cuidar para não fazer igual. Ninguém em especial é responsável pelo vírus, e sim todos nós, é a natureza reagindo a maus tratos. Todos nós que usamos plásticos, alumínios, petróleo e tantos outros poluentes somos responsáveis por esse desequilíbrio.


Vivemos em uma época que a informação está quase na velocidade da luz e, mesmo assim, o mundo parou. Fico me perguntando como fazer para nos adaptar.


Parar para o concreto, para os fatos é lógico, é sensato e necessário, mas parar para o imaginário negativo pode nos levar a loucura.


Graças à democracia da informação, aprendemos com vários professores o que podemos fazer para nos manter conectados na saúde, na metade do copo cheio, na confiança.


Eugene Gendlin falou que, quando focalizamos em algo, este conteúdo pode se expandir, portanto, olhando pelos óculos da Virginia Satir, vamos olhar mais a para a solução e menos para o problema.


Com a Pandemia do coronavírus batendo na nossa porta, nosso foco fica aprisionado em uma sensação de ameaça constante na perda do controle, onde tudo que somos e temos não nos dá a garantia de que não vamos ser afetados.


No meu livro “Olhe e veja além”, falo do professor Bruce Lipton, que diz que quando estamos em estado de ameaça, o centro do nosso corpo se fecha e toda a força de sobrevivência vai para nossas extremidades, para o estado de Fuga e Luta e, assim, ficamos menos perceptivos, menos inteligentes e menos intuitivos. O único foco é sobrevivência.

Aprendemos com os Professores Stephen Porges e Peter Levine que funcionamos por ressonância com os fatos que a vida nos apresenta, isto é, carregamos memórias de sucessos e fracassos, alegrias e tristezas e, assim, de acordo com o que nos acontece e nos alimenta, vamos acordando memórias, fazendo downloads de estruturas traumáticas que carregamos e vamos ficando emocionalmente afetados por essas memórias do passado.


Assim, o que acontece no presente fica muito maior do que precisa, porque acrescentamos uma dose de emoção congelada do passado na situação atual. Portanto o medo, o fracasso e a impotência vão se instalando no nosso estado de espírito. É uma questão de sintonia.

Como se defender psicologicamente da pandemia?


Temos uma oportunidade de nos reconciliar com a normalidade olhando para as possibilidades, para suas forças, suas potências.

Se, neste momento, estou presa em casa porque não posso ter contato com as pessoas, posso falar ao telefone com quem preciso e gosto, ligar para pessoas que há muito não tenho tempo.



Posso pensar em fazer uma comida que estou com vontade e procurar uma receita nova no google ou pensar em saborear algo que possa me trazer prazer. Lembrar de como minhas avós faziam e trazer uma memória de prazer, acolhimento e proteção.


Posso ocupar meu tempo porque não vou trabalhar hoje para arrumar papéis, gavetas e armários e descobrir coisas guardadas que já não lembrava mais.




Posso ir pintar algo bonito que me traga boas lembranças, assistir a um vídeo que há muito queria, ler um livro, escrever um artigo, posso namorar mais para sentir prazer e sentimentos positivos e muitas outras coisas que me mantenham conectado(a) na minha potência, nas minhas forças, nas minhas habilidades, mas que principalmente me façam sentir confiante, forte, alegre, e assim ativar minhas memórias construtivas que tragam uma imagem de futuro saudável.

Faça um exercício de prazer que vai tirar você desse lugar de AMEAÇA. Foque em algo que vai trazer sua potência, não em algo que ative sua estrutura traumática. Algo simples que depende de uma sintonia para fazer a roda girar no positivo.


Lembro que quando teve o último tsunami em 2012, que matou muitos, assisti a um relato de um casal que estava de férias na ilha mais afetada e eles sobreviveram porque na hora que a onda passou eles estavam mergulhando vendo peixinhos e, quando retornaram para a superfície, a onda já tinha passado.


A Pandemia é uma onda e ela vai passar.


Espero que este raciocínio colabore no seu caminho.


Abraços,

Glaucia Paiva




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