Sintomas, Doenças e as Constelações Familiares:

Sabia que sintomas e alterações na saúde podem ter um fundo sistêmico?



“As constelações sistêmicas com doentes podem revelar conexões transgeracionais entre as doenças e os acontecimentos traumáticos nas famílias de origem do paciente” - Stephan Hausner -

Podemos começar esse texto dizendo que se há um sintoma, há uma mensagem, uma memória sistêmica que pede por mudança. O sintoma, sob o olhar sistêmico, aparece como uma parte de revelação ou materialização das ligações com tudo aquilo que está dentro de nós e que nos conecta com nossa transgeracionalidade.


Pode-se dizer que alguns sintomas ou doenças são relacionados com acontecimentos e, muitas vezes traumas, que aconteceram no sistema familiar, provocando uma perda do vínculo com a família ou uma insegurança com relação a esse vínculo.


Quando nascemos, recebemos a vida de nossos pais e imediatamente passa a existir uma conexão com o que vem do modelo deles de se olharem e olharem para a vida: esses olhares fazem conexões com suas faltas, traumas e fatos que foram sendo construídos em seus próprios sistemas. O jeito de pensar a vida, de sentir, de atuar nos movimentos, os modelos de certo e errado, a visão do mundo e propósitos…tudo isso se mistura quando os pais se encontram e, de certa maneira, ao nascer passamos a estar conectados com essa dinâmica.


É interessante perceber como muito precocemente a criança vai se conectando com a forma como os pais atuam na aceitação daquilo que os uniu, indo além do que entendemos como simplesmente amor. Em outras palavras, quando mais os pais se olham e se respeitam como pessoas, sentindo a necessidade de proximidade mais forte do que de distanciamento, mais os filhos sentem-se livres e confiantes para poder tomar a vida que receberam dos pais de forma equilibrada dentro do sistema.


No entanto, muitas vezes a criança entra em uma dinâmica na qual se vê envolvida em algo maior e não se sente livre para tomar a vida que recebeu de seus pais. Isso acaba ganhando sua atenção e comprometendo todas as suas necessidades de preparação para a vida que virá fora de seu sistema primário: sem entender a razão, ela acaba presa nessa dinâmica familiar, criando mecanismos para conseguir a atenção de seus pais, sentindo-se assim parte do sistema.


A relação com os traumas transgeracionais acaba se sobrepondo à relação primária com os pais: quando a criança vai atrás de suporte, ela não consegue por indisponibilidade dos pais e, sem encontrar esse “suporte”, ela acaba ficando envolvida numa dinâmica mais profunda e inconsciente do sistema familiar, saindo de seu lugar de filho.


Esse emaranhamento na ordem do sistema, já que a criança fica no lugar de resolver questões para seus pais, gera desequilíbrio no receber e a conexão profunda pela necessidade de inclusão.


"A constelação da doença ou do sintoma, em relação com o paciente ou com sua família, consegue trazer à luz essas conexões que geralmente são inconscientes" - Stephan Hausner -

Essa “dor” ou falta no sistema acaba sendo expressada no próprio corpo, gerando sintomas que persistem e podem tornar-se doenças. Muitos desses sintomas têm a ver com traumas somados à dinâmica de exclusão e que acabam gerando novos traumas que irão se sobrepondo. Ao constelarmos a pessoa e o sintoma, podemos ir colocando o sistema de pai e mãe e não é raro percebemos o quanto as dinâmicas excluídas trazem calma para o incômodo físico vivenciado no presente.


A visão de que os sintomas não são algo individual das pessoas dentro da perspectiva sistêmica é muito clara, já que existe o entendimento da pessoa como um ser integrado às suas dinâmicas biográficas e transgeracionais.


Mas percebemos uma tendência dos médicos que fazem anamnese para entender o histórico de seus pacientes, realizarem de forma cada vez mais completa. A compreensão não só das doenças em si, mas dos pais e de outros fatores que podem eventualmente ter motivado o desenvolvimento dos primeiros sintomas, tem feito cada vez mais parte desse olhar no todo: o que podemos herdar não só como sintoma físico, mas também os modelos emocionais e o jeito de lidar com a vida que também herdamos de nosso sistema e nos influenciam ao longo da vida.


O que falta?


Na revista Nº4 e no livro Toques na Alma, temos o exemplo de um exercício que pode ser usado como recurso para esses casos, chamado “O que falta”.


Esses exercícios podem ser usados em diferentes formas, no trabalho individual ou nas constelações de sintomas, quando o sintoma expresso é muito difuso em relação ao que ele causa.

Quase sempre a inclusão desse elemento, desse recurso do que falta, acaba se revelando em uma dinâmica dessas,

na qual um personagem ou acontecimento precisa ser olhado pela pessoa que sente o sintoma, em sua perspectiva mais infantil.


>> Conheça <<




Curiosidade

Nos anos 90, Bert Hellinger percebeu muita conexão entre doenças e os destinos de vítimas e perpetradores.


Gunthard Weber, no trabalho com doenças e nas análises sitêmicas em processos de psicose, também pode relacionar ligações transgeracionais entre vítimas e perpetradores.


As possíveis formas e dinâmicas entre vítimas e perpetradores e as diferentes visões das dinâmicas entre vítimas e perpetradores desde o início das constelações será um dos tópicos no módulo que teremos com Laszlo Mattyasovszky (Alemanha) em Novembro.


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