A arte de escutar com empatia

Saber ouvir com empatia é algo fundamental, independente da área da vida profissional ou social em que estamos.


É correto dizer que desde sempre nos comunicamos e que escutar é o primeiro passo para estabelecermos conexão com o outro. Mas quando pensamos em comunicação e decidimos nos aprofundar no assunto, chegamos em mais de um tipo de linguagem, seja ela verbal, corporal ou até mesmo relacionada ao ambiente em que estamos: mais corporativa, amorosa, social, estratégica entre outras. Neste sentido, pensamos em uma adequação do que emitimos em função do contexto no qual estamos inseridos.


Hoje quero focar na escuta, uma outra parte da comunicação. O mundo faz com que tenhamos necessidade de estar em atenção permanente com diferentes contextos ao mesmo tempo, mas você acredita que sabe escutar verdadeiramente o outro?

Certa vez, durante o desenvolvimento dos processos teóricos dos nossos cursos em pedagogia e educação sistêmica, fui assistir uma pedagoga estrangeira que em sua palestra tomava todo cuidado para se fazer entender, já que estava ciente da barreira do idioma. Sua proposta de educação era muito interessante, tendo como platéia jovens pais e mães, muitas delas em período de amamentação. Esses pais buscavam conhecimento de como agir com a educação dos filhos, pois estes encontros, entre outras propostas, traziam as de desescolarização e as experiências já praticadas no Reino Unido.


Mas, voltando o foco para a palestrante em questão, ela falava basicamente sobre a comunicação dos pais com os filhos, assunto que me interessava muito devido ao foco que tínhamos na abordagem sistêmica advinda dos ensinamentos de Bert Hellinger e da Marianne Franke. Um comentário dela sobre a necessidade da atenção na hora da amamentação para uma maior sintonia com a criança me chamou a atenção. Ela dizia que para a criança, a sensação da mãe e do pai fazendo outras coisas durante este momento, equivaleria a um casal que estivesse juntos em um jantar, no qual cada um ou um dos dois ficasse conversando com alguém da mesa ao lado. Esta comparação causou muita troca e discussões, pois todos mostraram indignação devido à dificuldade da vida atual e das necessidades de um núcleo familiar moderno, no qual todos temos diferentes tarefas ao mesmo tempo.


A palestrante pediu calma, disse que estava só seguindo seu tema e mostrando que olhar profundamente para a criança durante momentos como amamentação, trazem uma compreensão e conexão pelo estado de presença, o que simboliza um “diálogo” no qual a criança entende o alimento com significados positivos.


Vemos estas cenas em nossa vida adulta. Falamos e ouvimos quem? Em nosso trabalho com a visão sistêmica aprendemos a importância de ouvir em um nível profundo, para que possam emergir perguntas relevantes e poucas avaliações que atrapalham o processo de nosso trabalho. É importante ressaltar que escutar vai além de simplesmente ouvir, mas sim estar presente ao que o outro nos conta, aguçando nossa percepção pelo outro e fortalecendo a conexão.


Em nosso trabalho com abordagem sistêmica, a escuta empática é a necessária.



Em um dos artigos da Dra. Guni Baxa, ela discorre sobre as formas de comunicação relacionadas aos estudos mostrados também na Teoria U., no qual é possível compreender que a escuta segue também seus estágios. Stephen R. Covey mostra que eles são divididos nestas possibilidades:


_Ignorar: Muitas vezes é possível simplesmente não escutarmos, saindo da cena ou ficando presente, mas desconectado.

_Escuta Falsa: Quando fingimos estar escutando.

_Escuta Seletiva: Quando ouvimos apenas o que queremos.

_ Escuta Atenta: Quando ouvimos com algum interesse.

_ Escuta Empática: Quando ouvimos pelo coração e mente do outro. Estamos conectados com a percepção do outro. Além de escutar, compreendemos o que esta sendo passado, podendo inclusive ir ajustando as palavras que achamos melhor “limpar” o significado para o outro, já que ao ouvi-las, algo se desconecta dentro de nós mesmos e com o outro.




E quando o medo te paralisa?


Se sentir medo faz parte da vida, como fazer para que ele não nos paralise, mas sim permita agir?


Nesse novo vídeo, Glaucia Paiva fala sobre o assunto, nos ajuda a entender como todos os sentimentos têm dois lados e como podemos tirar o melhor nas situações. 


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